Macroeconomia

Economia brasileira encolhe em junho

O dado, considerado uma prévia do PIB brasileiro, veio ligeiramente abaixo da mediana das expectativas de mercado
17 de agosto de 2026

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia do PIB brasileiro, registrou recuo de 0,6% em junho de 2026 na margem, na série com ajuste sazonal.

O dado, divulgado nesta segunda-feira (17), veio ligeiramente abaixo da mediana das expectativas de mercado (projeção Broadcast de -0,5%).

O desempenho negativo do mês foi puxado pelas retrações na indústria (-1,4%) e nos serviços (-0,5%), que contrabalançaram a alta de +1,0% registrada pela agropecuária. Ao excluir o setor agropecuário, a retração do indicador foi ainda mais intensa, atingindo -0,9% no mês.

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Apesar do resultado fraco em junho, o IBC-Br encerrou o segundo trimestre com alta de 0,2% na comparação com o trimestre encerrado em março. Frente ao mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de +2,4%.

Para Leonardo Costa, economista do ASA, o resultado está alinhado com o esperado para o período.

"O resultado é consistente com um cenário de desaceleração da atividade no segundo trimestre de 2026, especialmente diante da perda de dinamismo dos serviços e da contração mais forte da produção industrial (vindo de ritmo mais forte no primeito trimestre)."

O ASA mantém a projeção de alta de 0,5% (com ajuste sazonal) para o PIB do segundo trimestre:

"Seguimos projetando crescimento de +0,5% trimestre contra trimestre dessazonalizado para o PIB do segundo trimestre de 2026, compatível com uma economia ainda resiliente, mas em trajetória gradual de moderação após o forte desempenho observado no começo de 2026."

O que esperar?

Apesar da resiliência observada no primeiro semestre, o horizonte para os próximos meses acende alertas em relação ao ritmo da atividade econômica. Costa aponta novos riscos para o fechamento do ano.

"Ainda, nota-se aumento do risco de um crescimento mais fraco neste ano, com sinais de deterioração mais rápida do mercado de crédito e do aumento da inadimplência, o que coloca viés de baixa no crescimento de 2% projetado para 2026."

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