Macroeconomia

Eleição, Congresso e agenda institucional dominam as próximas semanas

Ao mesmo tempo em que a corrida presidencial atrai os olhares do país, o Congresso Nacional se movimenta para reatar a cadência das votações
05 de outubro de 2026

O cenário político nacional inicia um período de intensa atividade nas próximas semanas, movido pelas repercussões do primeiro turno e pelas negociações cruciais voltadas à disputa final da eleição presidencial e dos governos estaduais que avançaram para o segundo turno.

Boa parte das lideranças políticas já começam a estruturar alianças, com destaque para o encontro da cúpula nacional do Partido Progressistas agendado para esta terça-feira (6), ocasião em que a legenda tende a sacramentar seu apoio ao candidato Flávio Bolsonaro.

Ao mesmo tempo em que a corrida presidencial atrai os olhares do país, o Congresso Nacional se movimenta para reatar a cadência das votações.

Dirigentes da Câmara e do Senado ponderam os caminhos para destravar a agenda legislativa pós-pleito, tendo como foco principal a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode dar fim à escala 6x1.

O texto passará por três sessões de debate no plenário do Senado, entre terça e quinta-feira, fase obrigatória para que a proposta possa seguir.

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Em paralelo, o ambiente institucional se acirra com os desdobramentos do caso Banco Master: o dirigente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prestará depoimento à Polícia Federal na terça-feira, antecedendo o ex-presidente da Casa, Roberto Campos Neto, que falará na quarta-feira, ambos intimados a prestar esclarecimentos sobre fatos ligados a Daniel Vorcaro.

Na esfera regulatória, a Aneel planeja discutir uma possível recomendação de cassação da concessão da Enel São Paulo, enquanto o Cade examina o negócio comercial firmado entre as companhias Azul e American Airlines.

Apesar disso, o foco principal das atenções seguirá voltado para a análise minuciosa dos votos apurados, para a nova distribuição das cadeiras no parlamento e para a montagem inicial dos palanques e coalizões que definirão os rumos do segundo turno.

Com a definição dos vitoriosos para os governos estaduais, o Senado e a Câmara dos Deputados, as semanas também passarão a delinear o perfil dos cotados para compor um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

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