O Comitê Mensal de Alocação Brasil do ASA deu mais um passo no aumento do orçamento de risco dos portfólios em setembro.
"Ampliamos a alocação em renda variável Brasil, com redução correspondente em renda fixa pós-fixada e caixa", explica Rogerio Freitas, head de investimentos do ASA.
Nos perfis mais conservadores, que não carregam alocação estrutural em renda variável, o aumento de risco se deu por meio do incremento da posição em prefixado.
Na prática, o Comitê elevou em dois passos a alocação em renda variável Brasil nos portfólios que já têm exposição à classe e, também em dois passos, a alocação em prefixado no portfólio conservador.
"O horizonte da decisão é de médio e longo prazos. Estamos conscientes de que o calendário eleitoral pode elevar a volatilidade no curtíssimo prazo, e a decisão não pressupõe retorno imediato", explica Rogerio Freitas.
Como essas decisões são tomadas?
O Comitê reúne profissionais de diferentes áreas de análise e de gestão do ASA, que trabalham ajustando os cenários e as probabilidades atribuídas a cada um deles, simulando preços e retornos prospectivos dos diversos ativos e, por fim, redimensionando as posições de todos os portfólios, sempre dentro dos respectivos mandatos.
Em resumo, os profissionais ajustam as probabilidades a favor dos portfólios ASA, navegando em um mar em constante mudança.
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Acompanhamento constante
O acompanhamento dessas probabilidades - em especial das chances de alternância de política econômica como resultado da próxima eleição presidencial - corrobora nosso cenário base, mais construtivo, e confirma a estratégia de aumentar gradualmente a alocação em ativos de risco domésticos.
"Nossas análises indicam probabilidade crescente de correção de rota na política fiscal, o que abriria espaço para a normalização da política de juros", explica Freitas.
Os prêmios hoje embutidos nos ativos brasileiros são elevados, segundo o gestor. Combinados ao aumento dessa probabilidade e ao potencial de valorização dos preços, resultam em uma assimetria que o time do ASA considera bastante favorável em todos os ativos locais, principalmente na renda variável.
"Seguimos atentos aos riscos, que permanecem elevados. Justamente por isso, optamos desde outubro do ano passado por uma construção gradual, em vez de um passo único de aumento de risco",
Diante da análise conjunta de fundamentos e riscos, e de uma relação risco x retorno que o ASA considera assimetricamente favorável, o Comitê ser esta uma oportunidade de posicionar os portfólios antes de uma eventual reprecificação.
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