A escolha entre diferentes estratégias de renda fixa pode impactar significativamente o patrimônio dos investidores a longo prazo.
De acordo com Tarciso Gouveia, especialista de investimentos do ASA Private, a dinâmica do mercado nacional oferece caminhos distintos para a rentabilidade.
"No Brasil, existem basicamente duas formas de fazer a renda fixa render. Uma delas acompanha o juro do dia a dia: é o CDI, que varia junto com a Selic. A outra trava hoje uma taxa fixa acima da inflação: é o que chamamos de juro real".
Historicamente, os títulos atrelados à inflação em horizontes estendidos de aplicação têm performance maior, em comparação com o CDI. Ao comparar uma aplicação inicial realizada em janeiro de 2016, é possível ver a diferença com clareza.
"Imagine cem reais aplicados do mesmo jeito nas duas opções: um seguindo o CDI e o outro em um título de juro real. Dez anos depois, o CDI teria virado R$ 265. Já o juro real chegaria a R$ 334. São mais de setenta reais de diferença, e os dois começaram exatamente no mesmo ponto."
O preço do título muda todo dia conforme o juro se move. Quando o juro cai, ele valoriza. Quando o juro sobe, ele recua. Dá um certo desconforto, mas é uma oscilação passageira. Quem carrega o título até o vencimento recebe exatamente o que combinou na compra: a inflação do período mais o juro fixo que travou.
Para navegar por essas oscilações e capturar as melhores oportunidades sem sobrecarregar o investidor, contar com uma gestão profissional especializada faz diferença.
"É justamente com essa dinâmica que os nossos fundos de juros reais trabalham. Um time de gestão acompanha o mercado de perto e busca oportunidades nos momentos de maior oscilação, dentro da política de cada fundo".
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