O volume de investimentos administrados por gestores de patrimônio totalizou R$ 542,3 bilhões em 2025, um crescimento de 7,5% ante o ano anterior, segundo dados da Anbima divulgados nesta semana.
Em um contexto de juros elevados, com a Selic em dois dígitos, e de maior incerteza global, o destaque ficou com a renda fixa, concentrando quase metade (47%) do montante investido.
Entram nesse valor títulos públicos e privados, FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), cotas de fundos de renda fixa e poupança.
Em volume financeiro, a renda fixa encerrou 2025 com R$ 255,1 bilhões no portfólio dos investidores do segmento, 13,6% a mais que os R$ 224,6 bilhões apurados em 2024.
Os fundos de renda fixa também se destacaram, mantendo uma tendência que já vinha sendo observada desde o ano anterior. Entre 2024 e 2025 o crescimento no volume nas carteiras de gestores de wealth management subiu 24,4%, para R$ 74 bilhões.
Outro destaque do ano foi o desempenho dos títulos de renda fixa isentos, caso dos CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LIGs (Letras Imobiliárias Garantidas) e debêntures incentivadas.
Esses produtos, que são isentos de Imposto de Renda, encerraram o ano com avanço de 9,45% sobre 2024, para R$ 63,7 bilhões.
FIDCs se destacam
Os fundos estruturados, que incluem FIDCs, FIPs (Fundos de Investimento em Participações) e FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), se destacaram entre os produtos híbridos no ano passado.
Com alta de 16,3% ante 2024, encerraram o ano com volume de R$ 89 bilhões, mais que os R$ 76,5 bilhões do ano anterior.
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