O governo federal iniciou uma avaliação estratégica para encerrar ou reduzir gradualmente os subsídios aos combustíveis.
A mudança de postura, que pode alterar a dinâmica de preços no mercado interno, é motivada pela recente queda e estabilização das cotações internacionais do petróleo, impulsionadas pela expectativa de um acordo diplomático entre Estados Unidos e Irã.
A administração federal monitora o comportamento do barril tipo Brent. Caso o preço permaneça próximo ou abaixo da marca de US$ 80, a equipe econômica indica que poderá revisar medidas de controle, como o imposto de exportação sobre o petróleo, um tributo criado justamente para capturar ganhos extraordinários quando as cotações atingiam patamares elevados.
Para o economista do ASA, Leonardo Costa, o cenário é de estabilidade para o consumidor final.
Segundo ele, o mercado já incorporou as expectativas positivas sobre o acordo geopolítico, o que reduziu drasticamente a pressão sobre os preços domésticos.
"Não temos mais reajustes para os combustíveis nesse ano. Houve uma redução considerável da conta de defasagem nos últimos dias, justamente na expectativa de um desfecho positivo entre Irã e Estados Unidos", explica Costa.
Cautela e monitoramento
Apesar do cenário favorável à retirada dos estímulos, o governo adota um tom cauteloso. A diretriz atual é de manutenção das medidas vigentes pelo menos até o fim de julho.
O objetivo é observar com precisão os desdobramentos do cenário externo antes de formalizar qualquer alteração na política de preços e tributação.
A tendência, contudo, aponta para uma desmobilização do apoio estatal caso o choque recente no mercado de energia se dissipe completamente. Essa redução da intervenção governamental deve, consequentemente, esvaziar o fôlego de iniciativas legislativas que buscavam novas reduções de impostos sobre o setor.
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