Artigo escrito por Andressa Durão, economista do ASA
A escolha de Kevin Warsh como substituto de Jerome Powell na presidência do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) reacendeu o debate sobre uma possível redução do balanço da autoridade monetária americana e até mesmo sobre uma mudança relevante na composição de seus ativos, com deslocamento da duration para prazos mais curtos.
Segundo Warsh, o balanço excessivamente inchado do Fed poderia ser reduzido de forma significativa, criando espaço para juros mais baixos, com o objetivo de apoiar famílias e pequenas e médias empresas.
Em sua visão, a inteligência artificial tende a atuar como uma importante força desinflacionária ao elevar a produtividade e reforçar a competitividade da economia americana.
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Warsh também questiona o arcabouço tradicional do Fed, defendendo que a inflação não decorre necessariamente de um crescimento econômico excessivo ou de salários elevados, mas é causada quando o governo gasta demais e emite moeda em excesso.
Além disso, ele é um crítico do atual marco regulatório conduzido pela autoridade monetária.
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Na nossa visão, não haverá mudança relevante na condução da política monetária por parte do Fed sob a liderança de Warsh. Mantemos nosso cenário de taxa de juros sem alterações ao longo do ano de 2026.
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