O presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (30) que o ex-diretor do Fed (Federal Reserve) Kevin Warsh será o próximo presidente do banco central americano, ao término do mandato de Jerome Powell, em maio. O nome ainda precisa ser aprovado pelo Senado.
“Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos GRANDES presidentes do Fed, talvez o melhor. Além disso, ele é o candidato perfeito para o cargo e nunca decepciona”, escreveu Trump nas redes sociais.
Andressa Durão, economista do ASA, destaca que a indicação vem após comentários de Warsh de que a taxa de juros americana poderia ser mais baixa (atualmente está no intervalo de 3,50% a 3,75%).
A nomeação também vem em um contexto de olhar crítico às políticas do Fed, principalmente no que diz respeito à política de compra de ativos do BC americano com uso recorrente e permanente, a qual Warsh é contra.
“Acreditamos que a indicação de Warsh para a presidência do Fed não vai impactar a independência do BC americano, e que não haverá interferência política. Warsh parece ser um cara sério, que está ali para fazer política monetária. Ele já foi diretor do Fed e, inclusive, foi cotado para assumir a posição que hoje é ocupada por Powell”, diz Andressa.
Além de Warsh, o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, o governador do Fed, Christopher Waller, e Rick Rieder, executivo da BlackRock, também foram nomes cotados pelo presidente americano e ficaram entre os quatro finalistas para a presidência.
“Mantemos o nosso cenário de política monetária estável, com taxa de juros parada ao longo de todo o ano de 2026. Não acreditamos que uma interferência política faria com que a taxa de juros fosse reduzida sem que houvesse fundamento econômico para isso”, completa a economista.
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