Macroeconomia

Os sinais de que a China terá 3º trimestre fraco em 2026

Indicadores mostram perda de fôlego na indústria, consumo, serviços e investimentos e ligam o alerta para uma das maiores economias do mundo
17 de agosto de 2026

Uma série de indicadores divulgados na China nos últimos dias sugere que o país terá um terceiro trimestre mais fraco economicamente, com desaceleração entre a indústria, consumo, serviços e investimentos.

No caso da produção industrial chinesa, o indicador desacelerou para alta de 4,5% em julho, ante 5,3% em junho, ficando abaixo do esperado.

O resultado refletiu a perda de fôlego das exportações e a fraqueza de setores como siderurgia, geração de energia e farmacêutico.

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A atividade industrial chegou a registrar contração, movimento que sinalizou um início de terceiro trimestre mais fraco.

Do ponto de vista dos investimentos, a leitura também é de deterioração, com queda de 12,8% em relação ao ano anterior na métrica mensal, ante recuo de 9,3% em junho.

"Condições climáticas desfavoráveis, lentidão nos gastos do governo e a persistente crise imobiliária pesaram sobre a atividade. Houve enfraquecimento tanto do investimento manufatureiro quanto do imobiliário, reforçando a fraqueza da demanda interna", avalia o economista do ASA, Leonardo Costa.

Juntamente com os demais indicadores, as vendas no varejo cresceram apenas 0,6% em julho, desacelerando frente aos 1,0% de junho e abaixo das expectativas do mercado.

De acordo com Costa, o desempenho foi prejudicado principalmente pela fraqueza nas vendas de bens, com destaque para automóveis, combustíveis e vestuário, evidenciando que o consumo das famílias segue contido apesar de uma base de comparação favorável.

Além disso, o índice de atividade do setor de serviços desacelerou para 4,3% em julho, ante 4,7% em junho.

"O resultado indica perda de tração do setor terciário, que representa cerca de 58% da economia chinesa".

O mercado imobiliário também permaneceu fraco, apesar de alguns sinais pontuais de estabilização em grandes cidades.

Os investimentos no setor caíram 27,5%, enquanto os lançamentos de novas residências recuaram 27,8% e as áreas em construção seguiram em contração.

Em paralelo a isso, as vendas de imóveis continuaram negativas e os preços seguem sob pressão de queda em âmbito nacional.

Por fim, a taxa de desemprego subiu levemente para 5,2% em julho, ante 5,0% em junho, embora os indicadores ajustados sazonalmente apontem relativa estabilidade.

"Ainda assim, a demanda doméstica fraca e os desafios enfrentados pelos jovens no mercado de trabalho continuam sendo fatores de preocupação".

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