Nos primeiros cinco meses de 2026, o mercado de capitais brasileiro movimentou R$ 283,0 bilhões, registrando um crescimento de 14,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
O grande protagonista desse avanço foram os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios).
Embora as debêntures ainda concentrem o maior volume financeiro total, acumulando R$ 146,3 bilhões, esse instrumento sofreu uma retração de 5,9%, com recursos destinados principalmente para infraestrutura, gestão ordinária e pagamento de dívidas, apresentando um prazo médio de oito anos.
Em contrapartida, os FIDCs exibiram um ritmo de expansão muito mais expressivo, captando R$ 41,7 bilhões, um salto expressivo de 36,5% em relação ao início de 2025.
A relevância dos FIDCs é ainda mais nítida quando analisamos a quantidade de emissões, onde lideram com folga, registrando 406 operações frente a 237 das debêntures, o que comprova que esses fundos atuam como uma porta de entrada acessível e ágil para empresas, incluindo aquelas estreantes no mercado.
O ambiente de crédito foi igualmente impulsionado por outros instrumentos flexíveis, como as notas comerciais, criadas para facilitar o acesso de companhias de menor porte e que somaram R$ 17,1 bilhões com uma expansão de 44,9%.
Por fim, o segmento de títulos híbridos também registrou um crescimento intenso, liderado pelos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), que alcançaram R$ 31,0 bilhões com uma alta de 136,9%, e pelos Fiagros, que somaram R$ 5,8 bilhões e apresentaram uma valorização expressiva de 226,9%, impulsionada especialmente pelo desempenho das ofertas no mês de maio.
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