O alto investimento em Inteligência Artificial nos Estados Unidos tem sido uma faca de dois gumes para a economia norte-americana. Ao mesmo tempo em que as bolsas americanas têm sido impulsionadas pelo boom das empresas ligadas à IA, pressões inflacionárias adicionais preocupa parte do mercado.
A carta de gestão do fundo multimercado ASA Gauss destaca a dicotomia entre os dois extremos.
Segundo o documento, os gestores destacam que surgem evidências de pressões adicionais em alguns segmentos ligados ao ciclo de investimentos em inteligência artificial, particularmente em equipamentos de informática e infraestrutura tecnológica.
Entretanto, a atividade global resiliente e o forte ciclo de investimentos associados à inteligência artificial continuam sustentando o desempenho dos ativos de risco.
“A atividade econômica segue resiliente e o mercado de trabalho continua robusto, sustentado em parte pelo forte ciclo de investimentos associados à inteligência artificial”.
No último ano, a Inteligência Artificial teve um importante papel nos resultados das empresas das bolsas de Nova York, alimentando recordes de investimentos e rápida expansão dos lucros.
Índices americanos, como o S&P 500, são ancorados em um choque de lucros vindas de grandes empresas de tecnologia como Microsoft, Alphabet, Meta e Amazon, todas investindo massivamente em IA.
Mas, para que os resultados sejam notados, o mercado de tecnologia aumenta a busca por recursos escassos no mundo físico. Essa competição inflaciona diretamente os componentes que alimentam os índices de preços.
Diante desse cenário, os gestores do ASA optaram - por ora - por manter a exposição comprada em bolsas desenvolvidas, especialmente nos Estados Unidos e Japão, sustentados justamente pela expectativa de continuidade do ciclo de investimentos em inteligência artificial e pela resiliência da atividade econômica global.
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