A temporada de balanços do segundo trimestre nos Estados Unidos teve um início movimentado. Com gigantes do setor financeiro como JPMorgan, Wells Fargo, Bank of America, Citi e Goldman Sachs divulgando seus números, o mercado financeiro global redobra a atenção.
O foco agora não é apenas o passado recente, mas como a dinâmica de juros, o volume de negociações e o retorno dos grandes IPOs moldarão a trajetória dos lucros corporativos.
Para Antonio Gonzales, head comercial do ASA na América Latina, o momento exige uma visão estratégica que ultrapasse o curto prazo.
"À medida que a temporada avança, nossa equipe de CIO está focada nas expectativas para 2027. O S&P 500 é projetado para registrar lucros de até US$ 400 por ação no próximo ano."
Embora o horizonte de lucros pareça promissor, a cautela permanece no radar devido a variáveis macroeconômicas sensíveis. O setor de tecnologia, especialmente o segmento de Inteligência Artificial, continua sob análise rigorosa.
"Estamos acompanhando de perto as orientações de despesas de capital (capex) das empresas de hiperescala, já que este tem sido o motor do movimento de investimentos em IA, além de um suporte fundamental para os mercados e a economia", explica Gonzales.
Além do setor de tecnologia, a mudança na liderança do Fed (Federal Reserve) traz uma nova camada de complexidade para a análise de risco. Segundo o head comercial do ASA, o mercado está atento a um conjunto de fatores interconectados.
Entre elas, o rendimento do Tesouro de 10 anos, levando em consideração um novo presidente da autoridade monetária, além dos movimentos do petróleo e da inflação ao longo do último trimestre.
Diante deste cenário, o desafio das casas de investimento é equilibrar o desejo de capturar ganhos futuros com a necessidade de preservar o patrimônio diante de eventuais volatilidades.
Sobre a alocação de recursos, Gonzales afirma que a prioridade é a eficiência operacional: "A equipe está buscando formas de posicionar com eficiência os portfólios de nossos clientes, de modo que possam participar de futuras valorizações, mantendo algum nível de proteção contra correções."
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