Investimentos

De bloqueio do CPF a títulos temáticos: veja curiosidades sobre o Tesouro Direto

Com taxas atrativas e novas modalidades focadas em objetivos, o programa de títulos públicos exige atenção a regras fundamentais
10 de julho de 2026

Os títulos públicos ganharam ainda mais relevância diante de um cenário de juros altos no Brasil. Para se ter uma ideia, as taxas dos papéis atrelados ao IPCA atingiram níveis históricos, pagando retornos acima dos 8% ao ano, brilhando os olhos de novos investidores.

Mas para investir nos títulos do Tesouro Direto é preciso seguir uma série de regras para não ser banido. Entre elas, não agendar compras sem saldo na conta. Na primeira vez, o Tesouro Nacional dá uma advertência em forma de alerta de que a prática não é tolerada.

Caso aconteça novamente em um prazo de 60 dias, o CPF do investidor é bloqueado por 15 dias. Se houver uma terceira vez, a secretaria suspende as negociações para aquele usuário por três anos.

Outra curiosidade sobre o programa é que ele não é tão antigo quanto muitos imaginam. O Tesouro Direto foi criado em 2002, fruto de uma parceria entre o Tesouro Nacional e a Bolsa de Valores (então Bovespa, hoje B3), com o objetivo principal de democratizar o acesso aos títulos públicos federais.

Antes disso, o acesso a esses papéis era restrito a grandes investidores e instituições financeiras, operando via fundos de investimento com taxas de administração que muitas vezes corroíam a rentabilidade do investidor.

Até 2015, os títulos do Tesouro eram conhecidos por siglas extremamente técnicas que confundiam os iniciantes, como NTN-B, LFT e LTN, passando para Tesouro IPCA+, Tesouro Selic e Tesouro Prefixado, respectivamente.

  • Essa mudança foi crucial para que qualquer pessoa, mesmo sem formação em economia, entendesse exatamente como o seu dinheiro iria render.

  • Mais recentemente, o Tesouro Nacional criou títulos temáticos para algumas situações específicas. Primeiro veio o Tesouro RendA+, focado no planejamento para a aposentadoria, garantindo uma renda extra mensal por 20 anos.

  • Em seguida, foi lançado o Tesouro Educa+, estruturado especificamente para ajudar as famílias a pouparem no longo prazo para custear a universidade dos filhos.

Além dessas inovações no portfólio e na nomenclatura, a B3 eliminou a taxa de custódia para investimentos de até R$ 10 mil no Tesouro Selic e a tecnologia permitiu a liquidez diária, onde o investidor consegue o resgate antecipado dos papéis em dias úteis de forma quase imediata.

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