O mercado de trabalho dos Estados Unidos abriu 172 mil vagas de emprego em maio, segundo dados do Payroll divulgados nesta sexta-feira (5).
O resultado veio bem acima do esperado, com surpresa positiva no setor privado. O consenso de mercado apontava para a criação de 88 mil vagas no período, após geração de 179 mil vagas no mês anterior, número já revisado na divulgação de hoje.
"Para o Fed, os números confirmam um mercado de trabalho forte, com estabilidade da taxa de desemprego e desaceleração dos salários, sem sinais de riscos inflacionários relevantes", avalia Andressa Durão, economista do ASA.
O dado mostrou, ainda, revisões de altas relevantes em abril e março, que levaram a média móvel trimestral do emprego privado a subir de 77 mil em abril para 166 mil em maio.
A pesquisa Household Survey mostrou uma taxa de desemprego estável pelo segundo mês consecutivo, de 4,3%, em linha com o esperado pelo mercado. Já os salários desaceleraram no acumulado dos últimos 12 meses, de volta para 3,4%, também sem surpresas para os agentes.
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Próximos passos do Fed
De acordo com Andressa, se desenha agora um cenário muito mais favorável para o mercado de trabalho americano, sem riscos em comparação com os últimos meses.
"Agora o banco central americano fica confortável e não precisa pensar em corte de juros nesse ano. O foco total se volta totalmente para a pressão inflacionária vindo da guerra. O mercado de trabalho não traz riscos porque, do lado da taxa de desemprego, ainda se vê estabilidade".
Além disso, a desaceleração nos salários não sugere pressão no curto prazo, portanto, o Federal Reserve interpreta o número do mercado de trabalho sem riscos baixistas ou altistas, mas os próximos dados devem ser acompanhados de perto, já que o cenário pode mudar pode mudar.
Neste contexto, o cenário esperado pelo ASA é de manutenção na taxa de juros dos Estados Unidos na próxima reunião do Fomc.
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