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Macroeconomia

EUA propõem tarifa de 25% a produtos brasileiros, mas exceções reduzem impacto

Investigação comercial contra o Brasil pode elevar volatilidade de ativos no curto prazo; café, carnes e minerais ficam de fora da nova alíquota americana
02 de junho de 2026

Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil e propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre a maioria das exportações brasileiras, com possível implementação até julho deste ano.

Apesar do caráter amplo, a medida inclui uma longa lista de exceções ao longo de 73 páginas que preservam itens historicamente relevantes da pauta exportadora nacional, como café, carnes específicas, minerais, aeronaves, produtos farmacêuticos e fertilizantes.

Para justificar a iniciativa, o governo americano alegou que políticas brasileiras em áreas como comércio digital, etanol, propriedade intelectual e meio ambiente acabam por prejudicar as empresas dos Estados Unidos.

O caso agora entra em uma fase de consulta pública antes que qualquer decisão final seja tomada.

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Incerteza e volatilidade no curto prazo

Paralelamente a esse movimento, o governo de Donald Trump ajustou as tarifas sobre metais e equipamentos industriais, reduzindo encargos para alguns bens específicos, como no caso dos equipamentos agrícolas, que viram a alíquota recuar de 25% para 15%.

O pacote também criou condições especiais para produtos com alto conteúdo de aço e alumínio produzidos em solo americano.

As medidas têm validade até o fim de 2027 e fazem parte de uma estratégia mais ampla para revitalizar a indústria americana, com foco no incentivo à produção doméstica e nos investimentos de curto prazo.

Na prática, ainda há uma incerteza relevante sobre se, e como, a tarifa de 25% contra as mercadorias brasileiras será efetivamente aplicada, um fator que eleva a percepção de risco nos próximos meses.

Segundo Leonardo Costa, economista da ASA, esse cenário tende a pressionar os ativos brasileiros, que podem voltar a apresentar maior volatilidade conforme o mercado reavalia os impactos sobre as exportações, o fluxo comercial e a própria relação bilateral entre os dois países.

Por outro lado, o economista pondera que o impacto econômico real da elevação para 25% tende a ser limitado se considerado o escopo das exceções e a natureza ainda incerta da medida.

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