Macroeconomia

CPI fica em linha com o mercado e reforça alívio na inflação

A inflação cheia desacelerou de 3,5% para 3,3% em um horizonte de 12 meses, ao mesmo tempo em que o núcleo recuou de 2,6% para 2,5%
12 de agosto de 2026

O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) dos Estados Unidos referente a julho veio em linha com as expectativas do mercado, registrando uma alta de 0,1% em relação ao mês anterior.

Com esse resultado, a inflação cheia desacelerou de 3,5% para 3,3% em um horizonte de 12 meses, ao mesmo tempo em que o núcleo recuou de 2,6% para 2,5%.

A economista do ASA, Andressa Durão, destacou que "o núcleo do CPI também veio em linha com o consenso, uma leve surpresa em Serviços, enquanto o núcleo de bens veio mais alto que o esperado pela maioria".

Por outro lado, esse movimento de baixa de Serviços foi parcialmente contrabalançado por outros itens. Passagens aéreas vieram mais fortes e compensaram parte da surpresa de baixa no setor. Já no segmento de bens, o cenário foi oposto, a surpresa foi de alta com destaque para veículos usados.

A média trimestral anualizada da inflação cheia desacelerou, passando de 2,8% para 0,5%, ainda refletindo parte da devolução nos preços da energia, enquanto a média trimestral anualizada do núcleo saiu de 2,3% para 1,6%.

Além disso, as projeções para os próximos indicadores já começam a ser desenhadas pelo mercado financeiro com cautela.

"O dado de hoje não trouxe surpresas, mas confirmou algum alívio na inflação de serviços. Para a política monetária, a combinação dos dados recentes diminuiu a urgência pelo Fed de subir os juros na próxima reunião, tornando os dados de inflação e emprego nas próximas cinco semanas mais decisivos".

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