O Banco Central do Brasil divulgou, nesta terça-feira (22), a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento veio na mesma linha do comunicado recente, apresentando um tom mais suave em relação à ata de agosto.
Na semana passada, o comitê cortou a Selic. levando a taxa básica de juros para 13,75%.
"O documento reforça o cenário-base de continuidade dos cortes graduais de 0,25 ponto percentual na Selic, mas não abre espaço para aceleração do ritmo de afrouxamento", avalia a equipe de macroeconomia do ASA.
Apesar da melhora da inflação corrente e da confirmação da desaceleração da atividade, o BC manteve sem alterações relevantes sua preocupação com expectativas desancoradas, riscos altistas e necessidade de manter uma política monetária restritiva por mais tempo.
A principal novidade do documento em relação à reunião anterior esteve no diagnóstico do ritmo de atividade econômica.
"A principal mudança ante a ata anterior foi o reconhecimento de evidências mais robustas de desaceleração, agora confirmadas pelo PIB do segundo trimestre de 2026 e pelo enfraquecimento do crédito livre, especialmente nas modalidades mais sensíveis aos juros".
Em relação ao comunicado publicado logo após a reunião decisória, os analistas pontuam que o texto detalhou pontos estratégicos sobre a perda de dinamismo da economia, a transmissão da política monetária via crédito e a aceleração recente dos preços ao produtor.
Mesmo com o diagnóstico de desaceleração, a postura da autoridade monetária para os próximos passos permanece cautelosa. Conforme conclui a equipe do ASA.
"Por outro lado, a função de reação permaneceu essencialmente inalterada: o balanço de riscos segue assimétrico para cima, as expectativas continuam acima da meta e o Copom reiterou que a economia ainda exige restrição monetária 'maior e por mais tempo', preservando a estratégia de cortes graduais e dependentes dos dados".
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