Acontece na próxima terça-feira (3) as eleições de meio de mandato dos EUA, as midterms, e renovará quase todo o Congresso americano. Estão na disputa todas as 435 vagas da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado.
Andressa Durão, economista do ASA, afirma que as apostas do mercado financeiro vêm se deslocando a favor de uma onda democrata, o que faria o presidente Donald Trump perder o controle das duas Casas do Congresso durante a segunda metade de seu mandato.
"A composição do Congresso influencia a capacidade do governo de aprovar medidas que afetam a economia e os mercados. Um enfraquecimento do Partido Republicano reduziria o poder do presidente para aprovar determinadas medidas e ampliaria a fiscalização sobre o governo", explica a economista.
Embora seja difícil prever políticas públicas, os democratas podem tentar pausar a maioria das novas iniciativas de gastos propostas pelo presidente Trump, segundo Ralph Davidson, estrategista de ações do ASA Estados Unidos.
"Em nossa visão, isso sustentaria tanto o dólar quanto as taxas de juros (mais baixas) ao longo do tempo", afirma Davidson.
No mercado de ações, uma das prioridades dos democratas é a interrupção da construção de novos data centers. Segundo Davidson, isso pode favorecer setores da tecnologia que já possuem acesso à capacidade computacional existente ou que consigam exercer poder de precificação em decorrência da desaceleração compulsória nos investimentos.
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Em um contexto acionário mais amplo, Davidson destaca que o S&P 500 apresentou retorno positivo nos períodos de 6 e 12 meses após cada eleição de meio de mandato desde 1950.
"Embora isso não reflita necessariamente a análise fundamentalista pela qual avaliamos os mercados, respeitamos a sazonalidade e as tendências históricas", afirma.
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