Macroeconomia

Ata do Copom reforça dependência de dados e deixa porta aberta

A estratégia da autoridade monetária para os próximos passos permanece condicionada à evolução dos indicadores econômicos
11 de agosto de 2026

A recente divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) reforçou o tom de cautela, refletindo as preocupações da autoridade monetária com a trajetória econômica brasileira.

Para Leonardo Costa, economista do ASA, o documento foi bem fiel ao comunicado da semana passada ao sinalizar que o Banco Central busca manter a consistência em sua comunicação oficial diante das incertezas do mercado.

A estratégia da autoridade monetária para os próximos passos permanece condicionada à evolução dos indicadores econômicos.

"Caso o atual cenário se mantenham benigno, com atividade doméstica em desaceleração e dados mais fracos de inflação, há risco de que o Copom volte a cortar 0,25 ponto percentual na reunião de setembro".

A possibilidade de uma alteração no ritmo de política monetária já entra no radar do economista caso os fundamentos se mostrem favoráveis.

Costa reforça que a perspectiva para a taxa básica de juros exige um acompanhamento rigoroso, dada a volatilidade do ambiente macroeconômico atual.

"Nosso cenário é de manutenção do atual patamar da Selic em 14% até o final de 2026, mas observamos risco crescente de um novo corte de juros no curto prazo".

LEIA TAMBÉM: Relatório do BC mostra evolução do Pix nos últimos anos

Usamos dados pessoais e cookies para analisar o uso de nosso site, direcionar conteúdos e anúncios personalizados e aprimorar a sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa política de privacidade e política de cookies.