A recente divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) reforçou o tom de cautela, refletindo as preocupações da autoridade monetária com a trajetória econômica brasileira.
Para Leonardo Costa, economista do ASA, o documento foi bem fiel ao comunicado da semana passada ao sinalizar que o Banco Central busca manter a consistência em sua comunicação oficial diante das incertezas do mercado.
A estratégia da autoridade monetária para os próximos passos permanece condicionada à evolução dos indicadores econômicos.
"Caso o atual cenário se mantenham benigno, com atividade doméstica em desaceleração e dados mais fracos de inflação, há risco de que o Copom volte a cortar 0,25 ponto percentual na reunião de setembro".
A possibilidade de uma alteração no ritmo de política monetária já entra no radar do economista caso os fundamentos se mostrem favoráveis.
Costa reforça que a perspectiva para a taxa básica de juros exige um acompanhamento rigoroso, dada a volatilidade do ambiente macroeconômico atual.
"Nosso cenário é de manutenção do atual patamar da Selic em 14% até o final de 2026, mas observamos risco crescente de um novo corte de juros no curto prazo".
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