Além do desempenho das seleções em campo, a maior disputa de futebol entre seleções do mundo funciona também como um catalisador de demanda para diversos setores econômicos no Brasil.
Segundo análise pelo time de gestão do ASA, as companhias mais beneficiadas serão aquelas cujos produtos possuem consumo simultâneo aos jogos ou que estão diretamente ligadas ao deslocamento dos torcedores.
Veja as chaves:
Grupo A
Historicamente, as cervejarias são as grandes campeãs de faturamento durante o período do torneio.
O setor de bebidas é considerado a primeira ordem da tese de investimentos no evento, já que as partidas criam ocasiões coletivas de consumo e elevam drasticamente o tráfego em bares, restaurantes e plataformas de delivery.
No cenário nacional, a Ambev surge como o principal empresa do setor e a exposição brasileira mais direta ao tema.
De acordo com análises de mercado, o sucesso da companhia não dependerá de uma campanha isolada de marketing, mas sim de sua robusta capacidade de execução comercial.
No cenário global, outras gigantes como AB InBev, Constellation e Molson Coors aparecem com exposição ao torneio devido à forte presença geográfica nas Américas.
No Brasil, vale lembrar: o ganho das companhias mais expostas ao evento tende a aumentar proporcionalmente ao quão longe a Seleção Brasileira avançar na disputa.
Grupo B
A Copa do Mundo também serve como uma vitrine global para as marcas de vestuário esportivo. O impacto imediato é sentido na venda de kits de uniformes, produtos oficiais, bolas e acessórios.
Nesta chave, grandes marcas globais como Adidas (que conta com o ativo de ser parceira oficial do torneio e fornecedora da bola), Nike e Puma lideram as buscas e a preferência dos torcedores para a compra de artigos oficiais.
Para os canais de distribuição física e varejo, grandes redes norte-americanas como Academy Sports e Dick’s Sporting Goods despontam como os principais pontos de conversão de vendas nos Estados Unidos.
Grupo C
A última chave de impacto econômico mapeada se concentra no deslocamento e turismo.
Como a Copa do Mundo de 2026 terá como sedes os Estados Unidos, o Canadá e o México, o setor de serviços e infraestrutura logística desses locais passará por uma forte compressão de oferta em datas de jogos, elevando a taxa de ocupação e o poder de preço.
Grandes redes hoteleiras (como Hyatt, Marriott e Hilton) e plataformas de aluguel por temporada (como o Airbnb) devem capturar um crescimento expressivo no faturamento.
Por outro lado, as companhias aéreas que operam voos para os países-sede são listadas como uma exposição secundária.
Embora o fluxo de passageiros em viagens de lazer aumente, a relação risco-retorno é considerada menos linear, uma vez que o período costuma registrar uma retração ou substituição natural das viagens corporativas.
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