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Macroeconomia

Inflação no atacado dos EUA tem maior alta desde 2022 e pesa no debate do Fed

PPI subiu 1,1% em maio e acumula alta de 6,5% em 12 meses. Para economista do ASA, persistência de custos corporativos reforça cenário de manutenção dos juros americanos
11 de junho de 2026

O indicador de inflação no atacado dos Estados Unidos registrou uma aceleração maior do que o esperado em maio. O PPI (Índice de Preços ao Produtor) subiu 1,1% no período, acima dos 0,7% esperados.

Quando analisado o desempenho no acumulado de um ano, o PPI acumula alta de 6,5%, o que representa a taxa mais expressiva observada desde o final de 2022, mais especificamente novembro daquele ano.

O impacto inflacionário ficou bastante concentrado em itens de maior volatilidade, embora haja um alastramento gradual dessa pressão para os demais agrupamentos de produtos.

Esse panorama dá mais força ao argumento de que o processo inflacionário continua resistente, o que sinaliza uma trajetória firme de encarecimento para as empresas.

Na avaliação da economista Andressa Durão, do ASA, os números de hoje podem ganhar peso no debate sobre os próximos passos do Federal Reserve.

"Em momentos de incerteza elevada, como guerra, choques globais e efeitos pós-Covid, indicadores como CPI, PPI e PCE podem apresentar divergências relevantes".

Para Andressa, o dado confirma o cenário-base do banco central americano, de manutenção dos juros, sem falar em alta por enquanto.

Leia também: Inflação dos EUA fica dentro do esperado em maio, mas guerra pressiona energia

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