O CPI, indicador que mede a inflação ao consumidor dos Estados Unidos, registrou alta de 0,5%. O desempenho foi dentro do patamar esperado pelo mercado financeiro, apontando ainda para uma sutil perda de ritmo em comparação com o 0,6% observado ao longo do mês anterior.
No acumulado dos últimos 12 meses, a oscilação total do índice geral acumula alta de 4,2%, número que também confirmou as projeções traçadas pelos agentes.
O grande propulsor do custo de vida no período em questão foi o nicho energético, cuja expansão disparou 3,9%, em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã.
Esse movimento ganhou força, majoritariamente, devido à forte valorização de 7% identificada nas bombas de combustíveis, especificamente na gasolina.
O segmento habitacional também contribuiu para o número, puxado pela variação positiva de 0,3%, enquanto a categoria de alimentação seguiu uma trajetória mais moderada, encerrando o mesmo período com um acréscimo de 0,2%.
"O dado de maio continua ilustrando o forte impacto da guerra na inflação cheia, enquanto a contaminação para os núcleos permanece contida", avalia Andressa Durão, economista do ASA.
Núcleo
A mensuração do núcleo inflacionário, métrica que faz o filtro para excluir as oscilações tipicamente instáveis de comida e combustíveis, de 0,2% em relação ao mês anterior.
Esse percentual ficou um pouco aquém do que as apostas do mercado previam.
O resultado demonstrou um esfriamento quando confrontado com a valorização de 0,4% constatada em abril, ao passo que a métrica anualizada do núcleo, calculada no somatório de 12 meses, expandiu para 2,9%, correspondendo perfeitamente ao que estava previsto, embora tenha ficado ligeiramente acima do patamar de 2,8% computado até o período antecedente.
No âmbito interno dessa categoria, a moderação verificada na variação mensal foi impulsionada pela retração de 1,7% nos custos das apólices de seguro automotivo, somada à redução de 0,6% observada nas utilidades e serviços domésticos.
"Nossa visão para a política monetária do Fed permanece de taxa de juros parada ao longo do ano, com riscos cada vez mais inclinados para cima, diante dos riscos no radar e de uma inflação de serviços pressionada, mesmo sem efeitos da guerra", afirma Andressa.
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