Projetar cenários em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e aos choques globais representa um "desafio enorme" para os analistas, conforme avaliou Jeferson Bittencourt, head de macroeconomia do ASA, durante a sua participação em um dos palcos principais da Expert XP 2026.
Segundo o especialista, o principal obstáculo é tentar prever, projetar ou tentar escapar dessa volatilidade gigante de curto prazo.
O trabalho de monitoramento ocorre sob a premissa de que os envolvidos no confronto declaram "intenção de acabar com a guerra", embora exista uma ressalva importante.
"Não confiamos na estabilidade dos próprios players. A dinâmica atual ganhou camadas adicionais de dificuldade com a inserção de novos players nesse conflito, fator que torna o panorama geopolítico e econômico ainda mais complexo".

Para mitigar os impactos da gangorra de curto prazo, a estratégia adotada busca olhar adiante, avaliando o futuro do petróleo, ver o que está sendo projetado lá na frente para tirar um pouco dessa instabilidade.
A análise aponta também que, do ponto de vista estritamente financeiro e produtivo, "não é interessante para ninguém que a guerra continue".
A perspectiva para os próximos meses é de descompressão. "Ainda acreditamos em um arrefecimento dos conflitos", afirmou Bittencourt.
"No entanto, o alívio não significa um retorno à normalidade prévia, visto que a tendência é de um ambiente no futuro mais tenso, mas fora do pico de estresse que estamos vivendo agora".
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