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Títulos atrelados à inflação têm melhor desempenho na renda fixa em fevereiro

No mês, o índice IMA-B 5+, que acompanha as NTN-Bs, teve alta de 2,52%, o melhor resultado entre os índices da Anbima
13 de março de 2026

Os títulos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) lideraram os retornos da renda fixa em fevereiro, tanto entre os papéis públicos quanto entre os privados. Os dados são da Anbima, a associação que regula o mercado de capitais.

No mês, o IMA-B 5+, que acompanha as NTN-Bs (papéis remunerados pelo IPCA) com vencimento superior a cinco anos, registrou alta de 2,52%, o melhor resultado entre os índices da Anbima.

Já a carteira de menor prazo (IMA-B 5) veio na sequência, com avanço de 1,18%.

“A expectativa de um início do ciclo de corte de juros no Brasil somado a um ambiente externo relativamente favorável e uma dinâmica inflacionária ainda controlada cria condições interessantes para investir em renda fixa real”, diz Fabiano Zimmermann, head de fundos de renda fixa do ASA.

Ele afirma que em um contexto de manutenção dos juros nos Estados Unidos e corte esperado para a Selic até o próximo ano, poderíamos ver um cenário de compressão relevante dos juros reais em prazos intermediários.

Neste cenário, a alocação em títulos públicos indexados à inflação de duration intermediária (6 anos) pode representar, segundo Zimmermann, uma forma eficiente de capturar o potencial de valorização associado ao ajuste da curva de juros, ao mesmo tempo em que mantém a proteção contra riscos inflacionários.

“Vértices equivalentes ao da NTN-B com vencimento em 2032 poderiam registrar uma queda de aproximadamente 90 pontos-base em suas taxas reais. Para investidores de longo prazo, esse movimento representa uma oportunidade significativa”, avalia.

Isso porque a redução das taxas reais implica valorização dos títulos indexados à inflação já existentes, gerando ganhos de marcação a mercado e contribuindo positivamente para o desempenho das carteiras.

“Além disso, esses ativos continuam oferecendo proteção relevante contra eventuais surpresas inflacionárias, como ao que parece ser o conflito no Oriente Médio, preservando o poder de compra dos fluxos futuros.”

Papéis privados

Em relação aos papéis privados, a maior rentabilidade do mês foi do IDA-IPCA Ex-Infraestrutura, que acompanha debêntures atreladas à inflação sem incentivo fiscal, com crescimento de 1,39%.

O índice superou com folga o desempenho médio do mercado de debêntures, representado pelo IDA, que fechou fevereiro com alta de 0,67%.

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