investimentos

Por que momento pode ser favorável para aumentar a alocação em renda variável?

Time de alocação do ASA tem ampliado gradualmente o posicionamento na bolsa brasileira, em movimento que deve continuar nos próximos meses
19 de fevereiro de 2026

A rotação de portfólios globais, privilegiando a alocação em mercados emergentes em detrimento dos desenvolvidos, tem beneficiado ativos de renda variável.

Em janeiro, as ações de mercados emergentes registraram entradas líquidas recordes de cerca de US$ 39 bilhões. O resultado foi uma disparada de 12,56% do Ibovespa, na terceira maior alta mensal desde 2010.

Dentre os vetores que estão alimentando essa rotação global de capital, Rogerio Freitas, head de investimentos do ASA, chama a atenção para um dólar mais fraco e expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve. Valuations menos esticados, yields atraentes em emergentes e a busca por diversificação também contribuem.

O movimento tem levado o time de alocação do ASA a ampliar gradualmente a alocação na classe — e a expectativa é de que isso continue nos próximos meses.

Além disso, os ciclos de afrouxamento monetário no Brasil costumam ser historicamente positivos para a bolsa. O ASA espera um início do ciclo de cortes da Selic em março, com redução de 0,50 ponto percentual.

"Embora a tese para cortes de juros esteja se fortalecendo, a magnitude do orçamento total de queda da Selic dependerá muito da expansão dos gastos públicos que o governo implementará no próximo ano e, mais a longo prazo, qual será a política fiscal do próximo presidente", diz Freitas.

É nesse ambiente e com uma visão construtiva que o ASA vem aumentando a alocação em renda variável Brasil de forma a capturar um movimento de longo prazo.

"Acreditamos que os ativos domésticos devem seguir se valorizando ao longo dos próximos meses, pelo menos até quando o evento eleição começar a impactar os preços dos ativos. Esse momento deve ser entre o primeiro e o segundo trimestre, quando as perspectivas ou não de alteração da política econômica do próximo governo começarem a entrar no preço", afirma.

Segundo Freitas, apesar de acreditar que os riscos permanecem elevados, principalmente devido à volatilidade política, que tende a se intensificar ao longo do ano, "estamos diante de um evento importante, que poderá impactar positivamente os preços de forma relevante".

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