Artigo escrito por Rogerio Freitas, head de investimentos do ASA
Estamos diante de um evento binomial. O ambiente intermediário para o Ibovespa, de 170 mil a 180 mil pontos, aconteceria com o caminho de precificação de um cenário de mudança na política econômica, mais especificamente na política fiscal, juntamente com a continuidade de um ambiente global de repressão financeira que empurra os investidores globais para rotacionarem seus portfólios para ativos de mercados emergentes, com maiores yields.
As probabilidades estão em constante mudança, não são estáticas.
Hoje, no nosso entendimento, a probabilidade para a reeleição do presidente Lula e a eleição de um candidato de centro-direita está em 50/50, talvez um pouco maior para um lado ou para o outro. Mas, para facilitar o raciocínio, consideremos 50/50.
Se, ao longo de fevereiro e março, houver aumento da probabilidade de alternância de poder e, consequentemente, de mudança de política fiscal, com redução do gasto público e reformas a partir de 2027, a bolsa brasileira começará a precificar esse cenário antes mesmo de outubro de 2026.
O mercado, que antecipa resultados, já precificaria um futuro mais positivo.
Assim, o cenário do meio, na prática, será a precificação de um cenário de mudança em 2027.
E, nesse processo, o mercado pode avançar rapidamente para 200 mil, 220 mil ou até 250 mil pontos, em direção ao meu número de referência, que é de 300 mil pontos.
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