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Investimentos

Choque geopolítico e petróleo desafiam equilíbrio da economia global

Analisamos o cenário internacional e investimentos diante do conflito no Oriente Médio. Saiba como o preço do petróleo pode forçar bancos centrais a reajustar juros
20 de maio de 2026

O ambiente de calmaria e previsibilidade que ditava o ritmo da economia global, com destaque para o mercado americano, ganhou contornos de forte incerteza nas últimas semanas.

A combinação de crescimento sólido, inflação convergindo para as metas e um forte choque de produtividade ancorado nas gigantes de tecnologia (hyperscalers) abriu espaço para uma volatilidade alimentada pelo prêmio de risco geopolítico.

O ponto de inflexão veio com o acirramento das tensões no Oriente Médio, que afetou diretamente os preços do petróleo e introduziu ruídos significativos nas projeções de inflação global. O diagnóstico é de Rogério Freitas, head de investimentos do ASA, que aponta para uma queda de braço macroeconômica entre duas forças distintas.

De um lado, atua uma força positiva decorrente dos ganhos de eficiência tecnológica. De outro, o choque de oferta negativo imposto pela valorização das commodities, que resulta no pior dos mundos no curto prazo: menor ritmo de crescimento econômico e maior pressão sobre os índices de preços.

Segundo Freitas, a grande variável a ser monitorada pelo mercado é a duração do conflito e a perenidade desse choque de oferta.

O rumo dos ativos de risco globais dependerá do patamar em que o barril do petróleo vai se acomodar.

Se o preço recuar para a banda entre US$ 80 e US$ 85, o movimento poderá ser interpretado como um susto temporário. Contudo, a permanência do barril no intervalo de US$ 105 a US$110 consolidará um cenário de choque mais duradouro.

Caso o pior cenário se confirme, os bancos centrais serão forçados a recalibrar suas ferramentas de política monetária e reajustar as taxas de juros para conter os efeitos secundários da inflação, penalizando diretamente o desempenho das bolsas e dos ativos de maior risco globalmente.

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