O volume de vendas do comércio varejista avançou 0,4% em janeiro na margem (na comparação mensal, com ajuste sazonal), após queda de 0,4% em dezembro.
O varejo ampliado, por sua vez, cresceu 0,9%, revertendo a queda de 1,0% no mês anterior. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado veio acima da mediana da Bloomberg, que apontava para contração de 0,2% para o varejo restrito e alta de 0,4% para o ampliado.
Na comparação interanual, o varejo restrito registrou alta de 2,8%, enquanto o varejo ampliado avançou 1,1%. A média móvel de três meses ficou em 0,3% para o varejo restrito e 0,2% para o ampliado, ligeiramente mais fraco que o crescimento observado nos meses anteriores.
Abertura setorial
A maioria das atividades do varejo restrito avançou na margem no período.
Os principais destaques positivos foram artigos farmacêuticos (+2,6%), vestuário e calçados (+1,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (+1,3%) e supermercados e hipermercados (+0,4%).
Em contrapartida, a principal queda ocorreu em combustíveis (-1,3%), enquanto móveis e eletrodomésticos ficaram estáveis (0,0%). No varejo ampliado, o resultado positivo foi puxado sobretudo por veículos e motos, partes e peças (+2,8%) e material de construção (+3,4%).
Destaque regional
No recorte regional, o resultado foi relativamente disseminado, com 20 das 27 unidades da federação registrando crescimento do volume de vendas na margem.
Entre os maiores avanços destacaram-se Rondônia e Pernambuco (ambos +5,5%), Amazonas (+4,8%) e Tocantins (+3,3%), enquanto as principais quedas ocorreram em Bahia (-1,4%), Alagoas (-0,4%), Minas Gerais (-0,4%) e Rio Grande do Sul (-0,4%).
Resiliência do consumo
"De forma geral, o resultado de janeiro sugere alguma resiliência do consumo no início do ano, mesmo em um ambiente de juros elevados e desaceleração gradual da atividade doméstica", avalia Leonardo Costa, economista do ASA.
A leitura, contudo, não altera substancialmente o diagnóstico de moderação do ciclo, diz ele, "com expectativa de moderação do crescimento, e a trajetória do consumo ainda tende a refletir os efeitos defasados do aperto monetário ao longo dos próximos meses".
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