macroeconomia

Política fiscal expansionista neutraliza esforço do Banco Central para conter inflação

Crescimento dos gastos públicos pressiona a demanda e dificulta a redução dos juros, avalia Jeferson Bittencourt
13 de janeiro de 2026

O esforço monetário do Banco Central em manter os juros em patamar elevado com o objetivo de conter a demanda e promover a desinflação tem sido parcialmente neutralizado por uma política fiscal expansionista.

Enquanto o Banco Central mantém juros elevados com o objetivo de conter a demanda e promover a desinflação, o governo segue ampliando os gastos, o que atua no sentido oposto.

“Os dois deveriam se ajudar. Se o Banco Central está num esforço de conter a demanda com juros elevados para produzir um efeito desinflacionário e o governo não contém a despesa, o lado fiscal está impulsionando a demanda e gerando efeitos inflacionários”, afirma Jeferson Bittencourt, head de macroeconomia do ASA.

De acordo com o economista, o crescimento das despesas públicas em torno de 4% ao ano reforça a pressão sobre a atividade econômica, exigindo uma resposta mais dura da política monetária.

Nesse contexto, a elevação dos juros não pode ser analisada isoladamente como uma decisão técnica do Banco Central, mas também como consequência de uma política fiscal que não colabora com o ajuste macroeconômico.

“A política fiscal está andando no sentido contrário do Banco Central”, disse Bittencourt em entrevista no programa WW, da CNN Brasil, em 29 de dezembro de 2025.

Clique aqui e assista entrevista completa.

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