O IPCA-15, mais conhecido como "prévia da inflação", surpreendeu o mercado ficando abaixo do esperado para o mês de agosto.
O indicador registrou deflação de 0,40% no período, recuando mais do que os 0,31% projetado pelo ASA, levando a inflação acumulada em 12 meses para 4,24% e 3,09% no ano.
O principal responsável pelo resultado foi a forte queda de itens voláteis, em especial alimentação no domicílio e passagem aérea.
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A média dos núcleos, que exclui os itens que mais oscilam, ficou com alta de 0,23% (menos do que a alta de 0,26% projetada pelo ASA).
"A surpresa de baixa foi especialmente no que exclui apenas alimentos no domicílio e preços administrados, sugerindo uma leitura qualitativa um pouco melhor do que a antecipada", avalia Leonardo Costa, economista do ASA.
Ainda segundo os dados divulgados nesta quarta-feira (26), as principais contribuições negativas vieram de energia elétrica residencial (-6,25%), refletindo o bônus de Itaipu, passagens aéreas (-13,30%), combustíveis (-1,43%) e alimentação no domicílio (-0,97%), com destaque para as fortes quedas de tomate, batata e cenoura.
Pelo lado das altas, destacaram-se cigarros (+5,56%), despesas pessoais (+0,66%), educação (+0,46%) e saúde e cuidados pessoais (+0,40%).
"O reajuste de cigarros gerou um impacto menor do que o projetado. Como resultado, o dado sugere viés de revisão de queda para nossa projeção do IPCA cheio de agosto (atualmente em -0,17%)".
Ainda de acordo com o especialista, os núcleos vieram melhores do que o esperado, embora tenha havido aceleração dos serviços subjacentes na margem (ainda assim, essa medida segue operando em torno de 4,6% na média móvel trimestral anualizada).
Além disso, a inflação subjacente de bens ainda desacelera, ainda efeito da normalização pós choque do petróleo.
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