macroeconomia

Inflação sobe 4,26% em 2025 e fica dentro do teto da meta do BC

Após a divulgação dos dados, o time de macroeconomia do ASA revisou a projeção para o IPCA de 2026 para 4,0%
09 de janeiro de 2026

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33% em dezembro na comparação mensal, acelerando em relação a novembro, quando subiu 0,18%. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (9).

No acumulado de 2025, a inflação encerrou o ano em 4,26%, abaixo do observado em 2024 (4,83%) e dentro do intervalo de metas do Banco Central (com teto de 4,5%).

Na margem e em relação à projeção do ASA, o resultado veio com surpresa para alimentação no domicílio (com destaque para alta mais forte nos itens in natura).

A média dos núcleos apresentou alta mensal de 0,46%, encerrando o ano com taxa de 4,61%, acima do registrado no ano passado (4,34%). Na margem e em relação à projeção do ASA, houve alta mais forte nos serviços, com destaque para os serviços intensivos em mão de obra.

Destaques do mês

Entre os destaques de alta do mês, sobressaíram os transportes, com avanço de 0,74%, puxados por passagens aéreas e transporte por aplicativo, além da retomada de alta nos combustíveis.

O grupo de alimentação e bebidas voltou a subir (+0,27%), interrompendo uma sequência de meses de queda, com pressão vinda de carnes, frutas e tubérculos, apesar de quedas relevantes em itens como leite, arroz e tomate.

Saúde e cuidados pessoais também contribuiu positivamente, influenciada por planos de saúde e produtos de higiene. No campo das baixas, o principal alívio veio de habitação, com recuo de 0,33%, refletindo a queda da energia elétrica residencial, favorecida pela mudança da bandeira tarifária vermelha para a amarela, além de efeitos pontuais de reajustes regionais.

IPCA em 2025

No dado anual, Leonardo Costa, economista do ASA, destaca o avanço mais modesto dos grupos de alimentação no domicílio e de bens industrializados (que ajudam a explicar a desaceleração da inflação na comparação anual); a queda das commodities e a valorização do real explicam o arrefecimento dos grupos acima.

"Por outro lado, serviços e preços monitorados tiveram avanço na comparação anual; em serviços, destaque para alta mais forte na passagem aérea (-22,22% em 2024 e +7,86% em 2025) e para a resistência da inflação subjacente de serviços (5,84% em 2024 e 5,88% em 2025%); os preços administrados foram pressionados pela energia elétrica (-0,37% em 2024 e +12,33 em 2025)."

Novas projeções para 2026

Após a divulgação do índice cheio de inflação em dezembro, o time de macroeconomia do ASA revisou a projeção para o IPCA de 2026.

Agora, a estimativa é de alta de 4,0%, ante 4,2% anteriormente, com expectativa de arrefecimento na inflação de serviços e alta mais contida nos demais preços livres.

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