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Macroeconomia

BC americano mantém juros inalterados, mas sinaliza possível alta em 2026

A decisão foi a primeira sob o comando de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para substituir Jerome Powell
17 de junho de 2026

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) fez o que o mercado esperava: manteve o intervalo dos juros inalterado, em 3,50% e 3,75%, na decisão divulgada nesta quarta-feira (17).

A decisão foi a primeira sob o comando de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para substituir Jerome Powell.

No comunicado que acompanhou a manutenção, o comitê sinalizou que uma alta ainda em 2026 não está descartada, diferentemente do cenário de estabilidade esperado, tornando a posição do Fomc mais dura (hawkish), em meio aos efeitos do conflito contra o Irã sobre a inflação.

"Apesar de Kevin Warsh não ter incluído sua estimativa, a decisão foi mais hawkish do que o esperado em várias frentes, principalmente porque as projeções de inflação do comitê foram significativamente revisadas para cima, permanecendo acima da meta até 2028", avalia Andressa Durão, economista do ASA.

O padrão do comunicado de política monetária do Fed foi reduzido, tornando-se mais descritivo do que indicativo. De acordo com o documento, a decisão não foi unânime: ao todo, foram oito votos pela manutenção da taxa; nove por juros mais altos; e um pela queda.

Durante coletiva que sucedeu a decisão, Warsh focou nas mudanças realizadas e as que ainda estão por vir.

Ele confirmou que, até o fim do ano, haverá uma revisão ampla das coletivas de imprensa, das projeções, das reuniões e das atas. Warsh afirmou várias vezes que contará com um grupo de apoio, composto por especialistas de dentro e de fora do Fed, que contribuirão com análises e cenários para o comitê.

Sobre a manutenção da meta de inflação em 2%, o novo presidente do Fed expressou preocupação com a magnitude do índice, embora tenha evitado sinalizar qualquer alteração na meta.

"A leitura do mercado é que as mudanças de comunicação pretendidas tornarão as próximas decisões mais difíceis de interpretar, mas o comprometimento com as metas indica que o Fed continuará fazendo o necessário para atingi-las".

Leia também: Inflação dos EUA fica dentro do esperado em maio, mas guerra pressiona energia

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