A operação militar na Venezuela e a consequente captura do presidente Nicolás Maduro elevou o grau de incerteza sobre a governança do país.

 

Para os mercados financeiros, um dos principais impactos recai sobre as commodities, como o petróleo, e implica mais volatilidade.

 

México e Colômbia aparecem como os mais expostos à reprecificação de cauda (ou seja, câmbio caro, risco político/fiscal e maior sensibilidade a novas notícias sobre o tema).

 

Até o momento, a avaliação geral das casas de análises é de baixa para o petróleo no médio e longo prazo, ainda que com volatilidade no curto prazo.

 

A captura de Maduro eleva o risco geopolítico imediato — o que pode gerar algum prêmio de risco temporário —, mas o efeito dominante tende a ser o aumento estrutural da oferta global a partir de 2026.

 

Segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE), a produção venezuelana gira em torno de 945 mil barris por dia.

 

Atualmente, o mercado físico de petróleo está bem abastecido e países da Opep+ têm capacidade ociosa mais do que suficiente para compensar uma eventual redução na oferta.

 

Entre os vencedores e perdedores do mercado há potencial de ganho para refinarias americanas (que têm mais acesso a óleo pesado) e para projetos na Guiana (desde que não haja conflitos com a venezuela).

 

Do lado negativo, encontram-se produtores canadenses de óleo pesado e donos de grandes navios petroleiros – dado que a ação pode levar a rotas mais curtas se o fluxo migrar da China para os EUA.