Os fundos de renda fixa voltaram a liderar a captação em 2025, com entradas líquidas (aportes menos resgates) de R$ 84,3 bilhões, segundo dados divulgados pela Anbima, a associação que regula o setor.
Os fundos do tipo duração livre crédito livre foram o grande destaque, com entrada líquida de R$ 148,4 bilhões. Esses fundos podem alocar mais de 20% da carteira em títulos de médio e alto risco de crédito, tanto no mercado doméstico quanto no externo.
Na sequência, vieram os FIPs (Fundos de Investimento em Participações), com entradas líquidas de R$ 60,1 bilhões, e os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), com R$ 57,6 bilhões.
Os ETFs (fundos de índice) aparecem logo depois, com captação líquida de R$ 22,9 bilhões — a maior desde o início da série histórica da Anbima, em 2002.
“Depois dos fundos de renda fixa, FIPs e FIDCs apresentaram os melhores resultados, o que reforça o papel desses produtos como importantes financiadores da economia real e como destino de uma parcela crescente dos recursos dos investidores”, disse Julya Wellisch, diretora da Anbima em nota para a imprensa.
Em 2025, o número de contas de investidores em FIDCs passou de 172,2 mil, em janeiro, para 331,4 mil em dezembro, uma alta de 92,5%. Já entre os FIPs o crescimento foi de 23,4%.
No período, a indústria de fundos de investimento somou captação líquida positiva de R$ 88,4 bilhões, enquanto o patrimônio líquido alcançou R$ 10,7 trilhões, crescimento de 15% ante o ano anterior.
Cenário favorável
A expectativa é de que o cenário siga favorável para ativos de renda fixa, considerando o nível ainda elevado dos juros e uma postura mais cautelosa dos investidores em um ano eleitoral.
O ASA projeta corte de 0,25 ponto percentual da Selic na reunião do Copom de janeiro, com risco crescente de a redução ficar apenas para março.