O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia mensal do PIB, registrou variação de -0,2% na margem em dezembro, após uma sequência de leituras mais fracas no fim do ano.
O dado, divulgado nesta quinta-feira (19) pelo IBGE, veio melhor que o esperado pelo mercado, com projeção mediana da Bloomberg de -0,4% no mês.
A média móvel de três meses, por sua vez, avançou para +0,4% (ante +0,2% em novembro), sinalizando alguma recomposição do ritmo na margem.
Na comparação interanual, o indicador acelerou de 1,3% para 3,1%, refletindo uma base de comparação mais favorável e desempenho ainda resiliente em alguns setores. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 2,5%.
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Pelas aberturas, a retração mensal ficou concentrada em serviços (-0,3%), enquanto a agropecuária (+2,3%) e a indústria (+0,3%) registraram crescimento no período. A composição sugere perda de tração no segmento mais ligado ao consumo e à renda, em linha com o ambiente de condições financeiras mais restritivas.
Leonardo Costa, economista do ASA, avalia que o resultado confirma o quadro de moderação observado nos dados do IBGE para dezembro, com leve contração na margem e recuperação interanual.
"Projetamos crescimento do PIB de 0,2% na comparação trimestral com ajuste sazonal no 4º trimestre de 2025, ligeiramente acima do trimestre anterior, mas ainda compatível com trajetória de desaceleração gradual da atividade."