Com a perspectiva de Selic em dois dígitos ao longo de 2026, Rogério Freitas, head de investimentos do ASA, ainda vê oportunidades de retorno na renda fixa.
"Dentre todas as classes de ativos, a NTN-B é a que mais nos agrada e consideramos mais barata", disse Freitas em entrevista para a Broadcast nesta semana.
Para Freitas, os juros reais brasileiros, atualmente negociados em torno de 7,5%, estão sobreavaliados. Em um cenário positivo, ele avalia que essa taxa poderia recuar para 4,5%, o que geraria um ganho de 300 pontos-base.
"Imagine isso ao longo de 10 ou 15 anos; os papéis podem valorizar de 30% a 40%. Mesmo em um cenário menos favorável, se os juros subirem de 7,5% para 8% ou 8,5%, a perda ainda seria limitada", avalia Freitas.
Ibovespa rumo aos 300 mil pontos
Na renda variável, Rogério Freitas mantém a projeção traçada ao final de 2026 e avalia que o Ibovespa tem fôlego para buscar a marca histórica dos 300 mil pontos até o fim deste ano.
“O sinal que estamos vendo é de um ambiente de repressão financeira e os ativos reais e os prêmios de risco vão continuar sendo comprimidos, com a bolsa subindo, commodities e ativos reais se valorizando”, diz Freitas.
Neste cenário de Selic ainda em patamar elevado, o investidor deve buscar um portfólio equilibrado entre a proteção absoluta contra a inflação via títulos públicos e a exposição ao crescimento patrimonial através do mercado de renda variável, antecipando uma valorização que deve ser sustentada pela dinâmica global de ativos reais.